Mundo

Coronavírus; enfermeira se desespera: ‘farta de ver pacientes mortos’

O coronavírus tem feito com que muitos profissionais de saúde entrem em desespero. A batalha contra o vírus também é psicológica. A enfermeira D’neil Schmall, por exemplo, foi aos prantos, após não poder fazer nada para salvar os seus pacientes. Ela trabalha em um famoso hospital de Nova York.O estado americano é hoje o que registra o maior número de mortos no país, que nas últimas 24 horas teve mais de 2 mil óbitos. A enfermeira, aos prantos, diz que não aguenta mais ver os pacientes que trata morrer e que são muitos cadáveres ao mesmo tempo.

“Eu sou uma enfermeira de UTI, atualmente em Nova York, trabalhando para uma resposta rápida para a Covid e, hoje, foi um dia muito difícil, um dia realmente difícil. Eu sinto que há tanta coisa que alguém pode aguentar. Estou cansada de entrar nos quartos e ver os pacientes mortos. Você entra em uma sala e há um cadáver lá”, disse ela chorando muito e comovendo o mundo.

Veja abaixo o vídeo publicado pela enfermeira, que ficou desesperada por não poder fazer tanto assim para salvar a vida de vários pacientes, que acabam morrendo em meio ao coronavírus.

Número de casos de coronavírus ultrapassa os dois milhões no mundo

No planeta inteiro, mais de dois milhões de pessoas foram oficialmente infectadas pelo novo coronavírus. Cientistas, no entanto, acreditam que esses números podem ser 10 vezes maiores, já que muitos doentes não procuram hospitais ou passam por testes.

O número de mortes já está em quase 130 mil. No entanto, os recuperados também são muitos. Já são quase 500 mil pessoas curadas da doença.

Mundo

Coronavírus: mulher é abandonada na rua pela própria família por ter sintomas da doença

O coronavírus tem feito vítimas por todo o mundo e também sendo responsável por muitos casos de falta de humanidade. Uma mulher de 35 anos, por exemplo, acabou sendo abandonada pela própria família na porta de casa. Tudo porque ela estava apresentando sintomas da Covid-19.

O caso aconteceu no final de semana, na Bolívia. A mulher moraria em uma espécie de vila e os inquilinos ficaram irritados com a situação. Eles teriam pressionado o marido da enferma, que se viu obrigado a colocar a companheira na rua.

Para proteger a mulher, que estava do lado de fora de casa, o marido teria colocado apenas um lençol na doente. Um médico que mora na região viu a mulher passando mal e ali mesmo prestou socorro à ela. Ele teria chamado uma ambulância. A mulher foi levada para um hospital da região e, no local, médicos descartaram a possibilidade de coronavírus.

No entanto, na matéria não é revelado se a enferma passou por testes para detectar a doença. A falta de testes é uma realidade em todo o planeta, onde a doença já matou mais de 120 mil pessoas. Médicos disseram que ela estava com a garganta inflamada.

Família de mulher abandonada em rua por ter sintomas do coronavírus pode ser penalizada

Uma ação criminal contra a família não é descartada por tê-la retirado dessa maneira e por não ter fornecido a ajuda necessária. O fato de ter recursos limitados não justifica a atitude de levá-la para a rua”, revelou Juan Saavedra, chefe médico da saúde na região onde o caso ocorreu.

Mundo Saúde

Trump decide suspender verba para a OMS

Averba que os Estados Unidos destinavam à Organização Mundial de Saúde (OMS) será suspensa, segundo o presidente norte-americano Donald Trump. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14). Trump acusa a instituição de enfrentar de forma inadequada a pandemia de coronavírus.

Na semana passada, o presidente já tinha ameaçado a instituição com o corte na verba, alegando que a OMS deveria “ter avisado antes” sobre o risco da Covid-19. Ele também já tinha reclamado que a organização dava muita atenção à China.

“Hoje estou instruindo minha administração a interromper o financiamento da OMS enquanto uma revisão é conduzida para avaliar seu papel (da OMS) na severa má administração e no encobrimento da disseminação do coronavírus”, avisou Trump nesta terça-feira. Segundo ele, a organização tem problemas “do tipo que ninguém acreditaria”.

O presidente contou que, em dezembro de 2019, a OMS não acreditou na gravidade do coronavírus, mesmo já tendo “informações críveis” de que a doença seria facilmente transmissível. “Tantas mortes foram causadas por seus erros”, acrescentou.

“Por enquanto, redirecionaremos a saúde global e trabalharemos diretamente com outras pessoas. Toda a ajuda que enviarmos será discutida em cartas muito, muito poderosas e com grupos muito poderosos e influentes e grupos inteligentes”, avisou.

Mundo Saúde

Distanciamento social para conter novo coronavírus pode ser necessário até 2022, diz estudo de Harvard

Estudo publicado na revista “Science” nesta terça-feira (14) por cinco cientistas da Universidade Harvard (Estados Unidos) mostra que medidas de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus podem ser necessárias até 2022 — caso não haja vacina ou tratamento capazes de conter a Covid-19

Além disso, mesmo se houver uma eliminação aparente da doença, autoridades terão de monitorar o novo coronavírus até 2024, indicam os cenários apontados pelos pesquisadores.
O artigo ressalta que um distanciamento social adotado de forma intermitente enquanto o coronavírus circular “poderia prevenir que a capacidade das UTIs sejam excedidas”. Com a capacidade atual, a pandemia de Covid-19 pode durar até 2022 desde que essas medidas de afastamento sejam adotadas para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

“Pelo histórico da infecção, há uma janela de aproximadamente três semanas entre o início do distanciamento social e o pico da demanda por cuidados intensivos de saúde”, diz o artigo.
Assim, os cientistas de Harvard afirmam que há duas possibilidades para reduzir a duração da pandemia e das medidas de distanciamento social:

Aumentar a capacidade do sistema de saúde
Introduzir um tratamento que corte pela metade a proporção de infectados que necessitem internação

Quais as possibilidades de imunidade?
Os pouco mais de três meses desde o início do espalhamento da doença ainda são insuficientes para concluir se a infecção pelo novo coronavírus confere imunidade permanente ou não à Covid-19.

Se a imunidade for permanente, diz o estudo de Harvard, o vírus pode desaparecer após cinco ou mais anos depois de causar uma epidemia de grande porte. Se não for, é provável que o novo coronavírus entre em circulação regular com surtos de tempos em tempos, como ocorre com alguns causadores da gripe.

Há, ainda, a possibilidade de a infecção por outros tipos de coronavírus conferir algum grau de imunidade cruzada para a Covid-19. Nesse caso, o contágio do Sars-CoV-2 poderia sumir por até três anos até ressurgir em 2024 — isso se o novo coronavírus não desaparecer até lá.

Como o estudo foi feito?
Os cientistas de Harvard analisaram dados do espalhamento de outros tipos de coronavírus que circulam pelos Estados Unidos há anos e causam apenas resfriados comuns. O grupo estudou as características de imunidade e sazonalidade desses vírus — isto é, quando, durante o ano, há maior contágio.

Os cientistas assumem que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode circular em qualquer momento no ano. Porém, pelos cenários observados pelo grupo, o contágio pode ter picos mais ou menos agudos a depender da estação e das características locais.

 

Fonte G1

Mundo

Pessoas são presas pelos pés em praça pública por desrespeito à quarentena

A prefeitura municipal de Tuchín, em Córdoba, na Colômbia, determinou uma punição inusitar para quem desrespeitar as regras de isolamento social decretadas para evitar o avanço do novo coronavírus. Aqueles que são flagrados vagando pelas ruas sem motivo, podem ser presos pelos pés em uma estrutura de madeira conhecida como cepo em uma das praças públicas da cidade.

“Aumentamos a base de força no município, juntamente com a Guarda Indígena, o Exército e a Polícia. Pessoas que não estão cumprindo as medidas obrigatórias de isolamento estão sendo punidas”, explicou, em seu Facebook, o prefeito Alexis Salgado.

O gestor afirmou ainda que em poucas horas da aplicação do castigo, os resultados foram favoráveis e o tráfego de pessoas nas ruas diminuiu.

Segundo ele, apesar de não utilizada há alguns anos, a medida é prevista em lei e já fazia parte da tradição do povo indígena Zenú, da qual a população de Tuchín é descendente.

No primeiro dia que o cepo foi usado para punir os que não estavam cumprindo a quarentena, pelo menos uma dúzia de pessoas tiveram os pés presos por meia hora.

Mundo

Equador retira 150 corpos de casas

O governo do Equador informou nesta quarta-feira (31) que removeu 150 cadáveres que estavam em várias casas em Guayaquil. A cidade portuária enfrenta um colapso do sistema funerário após o aumento da demanda por conta da pandemia de coronavírus.

As autoridades não confirmaram quantas vítimas da Covid-19 estão entre os 150 mortos retirados em uma força-tarefa conjunta entre a polícia e militares criada pelo governo.

Jorge Wated, porta-voz da ação, disse à agência France Presse que falhas nas equipes de recolhimento dos corpos fizeram com legistas não atendessem rapidamente aos casos. Além disso, o país instaurou um toque de recolher de 15 horas por conta do coronavírus.

Denúncias em redes sociais

Como resultado, o povo de Guayaquil começou a publicar nas redes sociais vídeos de corpos abandonados nas ruas e mensagens de ajuda de parentes para enterrar seus mortos.

São diversos vídeos e testemunhos sobre pessoas morrendo fora dos hospitais e corpos esperando dias para serem coletados em casa.

“Meu tio morreu em 28 de março e ninguém vem nos ajudar”, disse a equatoriana Jésica Castañeda à rede britânica . “Ligamos para o 911 e nos pediram paciência. O corpo ainda está na cama, onde ele morreu, porque ninguém pode tocá-lo.”

A jornalista Blanca Moncada, do jornal “Expresso”, fez uma série de postagens no Twitter solicitando informações de parentes e vizinhos de pessoas que estão nessa situação.

“Busco quantificar a magnitude dessa tragédia porque, em questão de números, Guayaquil é agora uma grande nuvem cinza”, disse à BBC.

A província de Guayas cuja capital é Guayaquil, concentra 70% dos casos da Covid-19 no Equador, que tem 2.758 infectados e 98 vítimas fatais desde 29 de fevereiro.

Com informações do G1

Mundo

‘O Brasil tem que parar’, diz Trump ao comentar conversa com Bolsonaro

Durante a entrevista coletiva diária para prestar informações sobre o combate ao coronavírus nos EUA, Donald Trump mencionou a conversa por telefone que teve com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pela manhã. Ao ser questionado sobre o telefonema por uma repórter, afirmou que o Brasil “precisa se fechar” e fez elogios ao governo.

— Ele (Bolsonaro) é um grande cara, fazendo um trabalho maravilhoso pelo Brasil. Foi um telefonema de cortesia. ele tem um problema com o vírus, nos falamos esta manhã. O Brasil está fechando, ele precisa se fechar. O mundo está fechando, alguns países estão se saindo bem. Espero que possamos sair dessa mais fortes do que nunca.

Segundo o chanceler Ernesto Araújo, o líder dos EUA se colocou à disposição para cooperar com o Brasil no que for necessário, incluindo em questões médicas e de logística. Araújo disse que os dois presidentes não falaram de medidas de distanciamento social ou da declaração dada ontem por Trump, sobre a possibilidade da Casa Branca vetar voos vindos do Brasil.

— O telefonema foi basicamente para uma conversa de reconhecer o momento difícil e de trocar essa disponibilidade de cooperação — afirmou o chanceler.

Durante a coletiva, na Casa Branca, o líder americano não mencionou as acusações feitas por vários países, inclusive o Brasil, de que os EUA estão comprando em massa itens usados no combate ao coronavírus junto à China, reduzindo a oferta global de itens como máscaras e gorros. Mais cedo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que “demos um passo atrás” na aquisição desses itens fundamentais ao enfrentamento ao covid-19.

— Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder fazer o abastecimento, muitas caíram — afirmou Mandetta. — A gente espera que a China volte a ter uma produção mais organizada, e a gente espera que os países que exercem o seu poder muito forte de compra já tenham saciado das suas necessidades para que o Brasil possa entrar e comprar a parte para proteger nosso povo.

Mundo Saúde

Enterro de idosa morta pelo Covid-19 contamina 17 pessoas

Uma idosa de 86 anos, identificada como Sheila Brooks, foi vítima fatal do novo coronavírus na cidade de West Midlands, na Inglaterra, no final do mês de fevereiro. Os familiares da mulher ignoraram a recomendação de distanciamento social e foram ao funeral.

Duas semanas após o enterro de Sheila, alguns dos parentes que estavam presentes começaram a sentir os sintomas do Covid-19, realizaram os testes, e confirmaram estar contaminados. Ao todo, 17 membros da família já estão infectados com o novo coronavírus, e uma pessoa já morreu, a sobrinha de Sheila, Susan Nelson, de 65 anos.

“A velocidade como o vírus age é impressionante. Ele não pode ser subestimado. Não seja estúpido se colocando em risco. Sigam o conselho: fiquem em casa”, afirmou o filho de Susan, Carl, 42 anos, ao site “Yahoo! News”. Ao contrário do caso de Sheila, a família não realizou um funeral para Susan.

Mundo Saúde

Maduro indica mistura de ervas para combater coronavírus; Twitter apaga postagem

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recomendou um suposto antídoto para o novo coronavírus. Através de sua conta no Twitter, o líder chavista indicou uma mistura de ervas que poderia ser eficaz. Momentos após a publicação, a rede social apagou a postagem.

 

Maduro afirmou ter recebido artigos “do renomado cientista venezuelano Sirio Quintero” sobre a Covid-19 e compartilhou três documentos com os tais estudos desenvolvidos no país. Um dos documentos tinha uma receita com capim-santo, gengibre, sabugueiro, pimenta do reino, limão e mel de abelha.

No começo da semana, a Venezuela havia confirmado 70 casos da doença em duas semanas e tem deixado autoridades locais e órgãos mundiais em virtude do contágio.

Mundo

China anuncia vacina contra o Covid-19; testes em humanos começam esta semana

Os primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) foram registrados na China e é de lá, também, que deve sair a primeira vacina contra a doença. Nesta terça-feira (17/3), o país asiático anunciou que o desenvolvimento teve “êxito” e que os testes em humanos devem começar ainda esta semana.

A imunização foi desenvolvida pela Academia de Ciências Médicas Militares da China, entidade filiada ao Exército de Libertação do Povo da China (PLA), e os estudos foram coordenados pela epidemiologista Chen Wei. Ela diz que a vacina segue “padrões internacionais e regulamentos locais” e está pronta para em “produção em larga escala, segura e eficaz”.

A “Fase 1” do teste que examinará se a vacina é segura em humanos deve recrutar 108 pessoas saudáveis entre 16 de março e 31 de dezembro.

Contudo, segundo especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), nenhuma vacina totalmente testada e aprovada deve chegar ao mercado até meados do próximo ano.

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