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A sangria no bolso do servidor de Candeias na gestão ‘Placebo’

A perda é de quase 9%, o que representa R$ 93,00 por mês a cada salário de R$ 1 mil, além de redução no valor do terço de férias, 13° e vantagens

Inacreditável que uma cidade que tem como gestor um médico e secretária de saúde uma assistente social, por coincidência mulher dele, (que deve cuidar de vidas humanas) faça do servidor municipal a ‘cobaia de experimentos de sofrimento’ como ocorre atualmente em Candeias, a 7ª cidade mais rica da Bahia e que, em 3 anos, aumentou a arrecadação de R$ 268 milhões para R$ 443 milhões, ou seja, mais de 65% a mais.

Era a esperança! O novo! Filho da Terra! Menino que muitos viram crescer, sair da cidade, voltar para a Terra Natal com diploma de medico (que jura “Hipócrates” – defender a vida –), que gera renda fruto do trabalho, mas a decepção tomou conta não só dos 3 mil servidores efetivos, além dos milhares de familiares, como da absoluta e insofismável maioria da classe política, lideranças da sociedade e povo candeense, que padecem com um arrocho salarial igual a ACM nos anos 90 e hoje Rui Costa no Governo da Bahia.

O exemplo dos dois é que ‘servidor serve para servir, ser servo, serviçal’, beirando à escravidão sem água e pão.

No período, duas greves de servidores, fato inédito na história recente de Candeias.

Mas voltando à Cidade das Luzes, não para quem trabalha e vê o salário sendo aviltado, o gestor tem apoio do PT (Partido dos Trabalhadores), do PP (Partido Popular), do PHS (Partido Humanista Social) parando por aqui. Quanta ironia!

Mas quem decide se dá aumento, ou melhor ajuste no salário em razão da inflação passada, não é nada menos que o todo poderoso Camilo Pinto, (sempre chamado a decidir sobre os servidores: Pode? Não!), ex-secretário em Camaçari, onde Adhemar Delgado, do PT, ficou sem condição de candidatar-se em 2016, e em Candeias, repete a dose desgastando a imagem do prefeito com a classe política, as lideranças e a população por excesso de promessas não cumpridas do então candidato que seria a esperança em Candeias.

As contas

Segundo informações de gente de dentro ‘poder minado’, a Prefeitura teria hoje em caixa R$ 204 milhões, fruto do crescimento da arrecadação em razão de aumentos escabrosos nos impostos e em taxas municipais (IPTU, TFF, etc.).

Em 2016, na gestão do então prefeito Sargento Francisco – a quem também fiz críticas embasadas, mas que tratou o servidor com dignidade –, a Receita Própria foi de R$ 18 milhões (oito milhões). Mas em 2018, na atual administração, foi de – anotem – R$ 101 milhões, ou seja, aumento de 562% (quinhentos e sessenta e dois por cento) a mais. Esse dinheiro é do bolso de cidadãos candeenses, empresas, prestadores de serviços e que deveria retornar, mas a cidade hoje é o curral do mosquito da morte (depois falarei sobre isso – não adianta pintar, e mal, prédios e faltar água, papel higiênico e tolha nos postos de saúde e prédios públicos).

Descaso

Apesar desse absurdo aumento de receita (não é mais secretaria de finanças e sim fazenda – local aprazível, onde se cria cavalos, bois e bodes), o servidor é ignorado, desprezado e maltratado como animais abandonados no pasto.

Em 2 anos e 8 meses de mandato, a perda é assim definida:

Em 2017 – reajuste de 6% contra inflação de 8,01%;

Em 2018 – reajuste 0 (zero) contra inflação de 2,97%;

Em 2019 – reajuste 0 (zero) contra inflação de 3,75%.

Somadas as perdas quem ganhava em 2016 R$ 1 mil, estaria hoje com salário de R$ 1.156,23, mas está com R$ 1.060. Deixa de receber todo mês R$ 96,23, que multiplicado por 13 (salário mais décimo) dá R$ 1.250,94, além de menos R$ 32,08 no terço de férias. Assim a perda é de R$ 1.283,02 x 2,5 anos (30 mese) = a R$ 3.207,55 para quem ganha hoje R$ 1.060.

Ou seja, quando o servidor pega chikungunya, dengue ou zika não tem dinheiro para comprar os remédios na cidade curral do ‘mosquito da morte’. Isso quando o médico não erra o diagnóstico.

Essa pequena diferença dá para o pão de cada dia, o remédio emergencial e o lazer das crianças. Mas servidor e filhos precisam disso???

Se for paga toda essa diferença, a Prefeitura não gastaria hoje mais que R$ 25 milhões dos R$ 204 milhões em caixa.

A fazenda arrecadou, o povo pagou e paga o preço do abandono e descaso da ‘maior gestão placebo da terra’.

Apesar do aumento absurdo da receita, falta raio X no Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro) e no Posto Luiz Viana, não se realiza campanhas de alerta à população em rádio, outdoor, nem panfletos contra o Aedes aegpyti nem sarampo e água mineral e papel higiênico em quase todos os postos de saúde, escolas e repartições públicas.

Mas a antes finanças, hoje fazenda, está em entre rios de dinheiro.

(Placebo – substância dada a pacientes terminas ou usada na medicina para testar novos remédios) Efeito positivo para a saúde – ZERO.

Yancey Cerqueira, Dr. h.c

Radialista DRT/BA 06

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